Data Publicação: 06/03/2026
Redação: ANNA KARLA DE SOUSA LIMA
Operação contou com 80 postos médicos, 95 ambulâncias e mais de 3,3 mil atendimentos realizados nos oito dias de festa.
Sob coordenação da Prefeitura de São Paulo, o plano de atenção médica do Carnaval de Rua 2026 contou com a gestão operacional da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, por meio do Programa de Atenção Integral à Saúde (SPDM-PAIS), nos 80 postos médicos, garantindo integração entre equipes, protocolos assistenciais e suporte logístico.
Com 3.336 atendimentos realizados nos oito dias de desfiles de blocos, a operação mobilizou 960 profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiros, 1.920 bombeiros civis e 95 ambulâncias (sendo 20 UTIs móveis). Prefeitura e SPDM-PAIS trabalharam de forma integrada para garantir assistência ágil e eficaz aos foliões.
A atuação na operação reafirma a expertise da instituição no gerenciamento de grandes eventos de massa. "Gerenciar a saúde do maior Carnaval do Brasil é uma responsabilidade imensa, porque precisamos pensar no compromisso com quem está vindo para o bloco se divertir", destacou a coordenadora geral, Melissa Hungheria Benincasa.
Do total de atendimentos, apenas 62 resultaram em remoções para hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), o que representa uma taxa de transferência de 1,86% e uma resolutividade de 98% nos próprios postos.
As unidades que mais receberam pacientes removidos foram a UPA Vergueiro (18), UPA Vila Mariana (12) e UPA Lapa (5), dentro da estratégia de retaguarda organizada pela rede municipal.
"Nosso objetivo é apoiar a equipe médica na decisão que está na ponta e fazer a distribuição dos casos que eventualmente precisam ser internados, com o objetivo de não sobrecarregar a rede municipal de saúde de São Paulo", explicou o médico regulador, Alfredo Martini.
Estrutura tecnológica e monitoramento Os postos operaram com tecnologia avançada, incluindo desfibriladores, salas de emergência climatizadas e monitoramento em tempo real pela Sala de Situação da Secretaria Municipal de Saúde. A retaguarda foi garantida pelas 34 UPAs da capital e pelos hospitais municipais, que mantiveram funcionamento regular durante todo o período.
Além da estrutura física, foi implementado um sistema de monitoramento por câmeras 360º dentro dos postos, fortalecendo a comunicação entre as equipes em campo e o médico regulador. A iniciativa contribuiu para maior segurança assistencial e agilidade na tomada de decisão, especialmente nos casos de maior complexidade.
Para o superintendente da SPDM-PAIS, Dr. Mário Silva Monteiro, o resultado reafirma a eficiência do modelo adotado. "Foram dias de muito trabalho, com foco claro em proporcionar o melhor atendimento de saúde para as pessoas que saíram para se divertir. 98% de resolutividade demonstra a eficiência e a qualidade dos serviços oferecidos pela parceria entre a SPDM-PAIS e a Prefeitura de São Paulo, no próprio local do evento", destacou.
Ele também reforçou a importância da integração com o poder público. "Vamos continuar trabalhando em parceria com o poder público para oferecer o melhor atendimento possível e promover uma cultura de cuidado e prevenção em todas as nossas ações", finalizou Dr. Mário.
Com informações da Prefeitura de São Paulo
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