Doping X esporte

 Tema é abordado em palestra no Centro Olímpico
 
COTP doping01
Imagem: vongvanvi/FreeDigitalPhotos.net
 

Assunto sério no que diz respeito a esporte de alto rendimento é a questão do doping. Trata-se do uso de substâncias não naturais com o intuito de melhorar o desempenho de forma artificial, o que é considerado desleal no esporte competitivo.

No Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), serviço voltado para a formação de atletas de alto rendimento, os profissionais responsáveis trabalham com os usuários questões que vão além da prática do esporte em si, seguindo os pilares: exercício, aprendizado e descoberta.

Para abordar os prejuízos causados pelo doping – a desclassificação do pódio e os efeitos colaterais, só para citar alguns –, foi realizada uma palestra divulgando as substâncias proibidas e os cuidados necessários para evitar doping ou dopagem acidental, considerando as regras do esporte de alto rendimento.

“O uso de medicamentos por atletas sem prescrição ou através da automedicação, além de trazer riscos à saúde, é antiético com base nas regras esportivas, pois nesse caso não há igualdade de condições entre atletas que estão competindo em alto rendimento, podendo haver punições brandas e até banimento do esporte”, declara Aparecido Nascimento Dias de Sá, Farmacêutico.

“O uso dessas substâncias dopantes acarreta nos atletas problemas de intoxicação, gastrite, impotência sexual, envelhecimento precoce, desequilíbrio hormonal e sobretudo desmoralização social. Um simples xarope, medicamento comprado em uma farmácia, pode conter uma substância dopante, por isso é aconselhável que qualquer medicamento tenha indicação médica – e esclarecendo ao Médico que você é atleta”, completa.

São diversos os efeitos e as categorias dos produtos utilizados. Os estimulantes visam ao aumento da adrenalina e à redução do cansaço, enquanto os analgésicos inibem a sensação de dor. Os esteroides são utilizados para aumentar a força muscular e os diuréticos para controlar o peso.

Há ainda os betabloqueadores, que diminuem a pressão arterial e são utilizados para manter estáveis as mãos dos atletas em competições de tiro, por exemplo. A potência dos músculos é aumentada por meio de hormônios peptídeos, e os corticosteroides mascaram lesões de natureza inflamatória. 
 
COTP doping02
Farmacêutico do COTP conduz palestra com atletas
 
 
A prática do doping, além de ser proibida por motivos óbvios, fere a integridade do esporte competitivo, cujo intuito é conceder mérito ao esportista mais bem preparado naturalmente – desprovido de “ajudas” consideradas ilícitas. 

Para garantir a transparência no esporte, desde as Olimpíadas de 1968 são realizados testes antidoping, o que ocorre por meio de exame de urina e/ou de sangue. Renomados atletas já foram expostos na mídia após ser reprovados em tais testes – inclusive sendo desclassificados de posições que haviam conquistado anteriormente.

Daí a importância de conscientizar a nova geração de esportistas de alto rendimento e evitar futuras decepções. “A palestra foi significativa para sinalizar aos atletas que o recurso do doping rouba o otimismo, o entusiasmo e a crença nas suas possibilidades de superação e aprimoramento”, conclui Fernando Gonçalves, Enfermeiro.

Fontes:
https://novaescola.org.br
http://www.abc.med.br/